Segunda Edição
Depois de ter tomado praças, parques e avenidas em 2002, arrastando o público atrás dos espetáculos de sua edição de estréia, a mostra Dança em Trânsito chegou ao segundo ano e com nova leva de bailarinos invadindo as ruas cariocas.
De 26 a 29 de junho de 2003, o projeto fomentado pela Prefeitura do Rio/Secretaria das Culturas/RIOARTE, valorizou e humanizou a arquitetura da cidade através da dança contemporânea.
Com direção artística de Giselle Tápias, que também respondeu pela curadoria juntamente com Regina Miranda, (Diretora de Dança da Prefeitura do Rio), Thereza Rocha (responsável pela Divisão de Dança do RIOARTE), e os coreógrafos Carlinhos de Jesus, João Wlamir, Marina Salomon, Paulo Caldas e Renato Vieira, o evento contou com a participação de grande parte das principais companhias de dança, sediadas no Rio de Janeiro - Cia. Carlota Portella Vacilou Dançou, Dupla de Dança Ikswalsinats, Ballet Contemporâneo do Rio de Janeiro, Spoudaios Cia. de Dança, Márcia Rubin Cia. de Dança, Cia. de Dança Dani Lima, Renato Vieira Cia. de Dança, Os Dois Cia. de Dança, Grupo Tápias Cia. de Dança, Sylvio Dufrayer Cia. de Dança, Paula Águas, Marcellus Ferreira, Cláudia Muller, Arquitetura do Movimento, Esther Weitzman Cia. de Dança, Danças Rubens Barbot, REDE, Tanzhaus, Membros Cia. de Dança, Laso Cia. de Dança, AMCD Andréa Maciel Cia. de Dança e Atma Cia. de Dança; e grupos convidados de outros estados - a Desvio Cia. de Dança (Goiânia - GO), Tran Chan Cia. de Dança (Salvador - BA), Dudude Hermann e Cia. SeráQuê? (Belo Horizonte - MG).
O idealizador e coordenador da rede Cidades Que Dançam, Juan Eduardo López, cooperou na seleção das companhias estrangeiras que participaram do evento: a Bubulus Cia. de Dansa (Barcelona, Espanha), Damian Munez (Vitória, Espanha), a Compagnie Pernette (Besançon, França), e a Provisional Danza (Madrid, Espanha).
Durante quatro dias, cerca de 5.000 pessoas assistiram bailarinos tomarem as ruas da cidade. O Parque das Ruínas (Santa Teresa), a Praça Agripino Grecco (Méier), o Shopping Downtown (Barra da Tijuca), o Parque do Cantagalo (Lagoa Rodrigo de Freitas), a Avenida Rio Branco e a Praça Mahatma Gandhi (Centro) se transformaram em verdadeiros palcos ao ar livre. A programação incluiu apresentações curtas, que invadiram as avenidas, enquanto os sinais de trânsito estiveram fechados.
Começou com o coquetel de abertura e as intervenções promovidas no Parque das Ruínas. A escadaria do Theatro Municipal iniciou novo itinerário, que teve seqüência nas paredes da Câmara Municipal e no balcão do Cine Odeon BR, onde Andréa Jabor homenageou Isadora Duncan, aproveitando a fachada do cinema. Os espetáculos realizados no entorno da Praça Agripino Grecco tomaram conta da passarela e da estação de trem do bairro. Já na Lagoa, o percurso saiu de suas águas e tomou o bosque, em frente ao Corte do Cantagalo. Todos os espetáculos foram interligados por performances das companhias de dança dos coreógrafos Carlinhos de Jesus e Dani Lima.
E assim, no meio da rua, da praça ou do parque, na parede da Câmara Municipal, embaixo da marquise ou em pleno sinal de trânsito, as 56 apresentações de 30 companhias de dança de todo o mundo, surpreenderam a cidade.
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