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         Dança em Trânsito


Quarta Edição

 

A quarta edição do DANÇA EM TRÂNSITO, além de consolidar seu caráter permanente no calendário anual da dança carioca, comemorou novas parcerias com a Eletrobrás e a Caixa Econômica Federal (patrocinadores oficiais do evento) e estreitou ainda mais a parceria firmada com a PREFEITURA DO RIO/ Secretaria das Culturas/ RIOARTE, incentivadora da mostra desde sua primeira edição, e com a CCAPA Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar/ Morro da Urca, cartão postal da cidade e locação no circuito da mostra desde 2004. Associar o DANÇA EM TRÂNSITO a essas empresas, certamente agrega valores consideráveis à imagem de todos os envolvidos, ampliando a abrangência do público-alvo e despertando ainda mais o interesse do cidadão para valiosos pontos arquitetônicos de nossa cidade, ao propor como matéria-prima fundamental, as construções urbanas, e musa inspiradora, a cidade.

 

Neste contexto, nos parece natural que o DANÇA EM TRÂNSITO tenha sido recebido com carinho pelo público e crítica cariocas. O resultado ultrapassou nossas expectativas - ao longo de seus quatro anos de vida, a mostra já foi assistida por cerca de 30.000 pessoas, apresentando mais 60 grupos de dança contemporânea do mundo inteiro, com larga cobertura da imprensa.

 

Depois de ter tomado praças, parques e avenidas, arrastando o público atrás dos espetáculos de suas edições anteriores, a mostra DANÇA EM TRÂNSITO chegou ao quarto ano, com nova leva de bailarinos invadindo as ruas cariocas. De 16 a 19 de junho de 2005, o projeto valorizou e humanizou a arquitetura da cidade através da dança contemporânea. Com direção artística de Giselle Tápias, o evento contou com a participação de parte das principais coreógrafos e grupos de dança, sediadas no Rio de Janeiro - Carlota Portella, Frederico Paredes, Ana Andréa arteContemporânea, Grupo Tápias, Renato Vieira Cia. de Dança, Staccato Cia. de Dança e DeAnima; artistas e companhias residentes do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro; e das companhias estrangeiras Martin Inthamoussú (Montevidéu, Uruguai) e Kompanie Janet Rühl - Arnd Muller (Barcelona, Espanha).

 

Durante quatro dias, DANÇA EM TRÂNSITO registrou os maiores índices de público, quando cerca de 15.000 pessoas assistiram os bailarinos tomarem as ruas da cidade. O Morro da Urca (Urca), o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro (Tijuca) e o Calçadão da Praia de Copacabana (Copacabana) se transformaram em verdadeiros palcos ao ar livre. E assim, no meio da rua, da praça ou do parque, embaixo da marquise ou em pleno sinal de trânsito, as 29 apresentações de 19 companhias de dança, entre grupos e artistas independentes de todo o mundo, surpreenderam mais uma vez a cidade.

 

A mostra começou com o coquetel de abertura e as intervenções promovidas no Morro da Urca. Logo na chegada do bondinho Ana Andréa arteContemporânea recebia o público. Com o Cristo Redentor ao fundo, a coreografia “Solo”, do Grupo Tápias, tomou conta do heliponto. Em seguida, no lounge dos discos, Martin Inthamoussú interpretou o solo “SAI – Episódio 6 e Carlota Portella apresentou “A/o Tempo”. Frederico Paredes iniciou novo itinerário, que teve seqüência com “SobreDespalavra”, da Renato Vieira Cia. de Dança, e “Arboles”, da Kompanie Janet Rühl, que encaminhou o público até a estação  de subida para o Pão de Açúcar, onde a coreografia “Fragmento no 5, da Stacatto Dança Contemporânea, encerrou a noite.

 

Na sexta e no sábado, além da ocupação integral do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro pelos grupos de dança convidados, o DANÇA EM TRÂNSITO promoveu o CONGRESSO INTERNACIONAL DA REDE “CIUDADES QUE DANZAN” - Festivais Internacionais de Dança em Paisagens Urbanas. Realizado com os representantes da rede CIUDADES QUE DANZAM”, o congresso abordou os seguintes temas:

  • A relação da dança e do espaço urbano para construir na rede “CIUDADES QUE DANZAN” uma plataforma de conferências, debates e publicações, sempre com a perspectiva de resultados públicos;
  • A problemática no uso e exploração do espaço urbano pelos estados e autoridades locais;
  • A implicação dos festivais na dimensão social das cidades;
  • Perspectivas da dança urbana com respeito às instituições e artistas;
  • Como se apresenta e se destaca a dança dentro de uma programação pluri-disciplinar;
  • A descentralização dos festivais para as cidades adjacentes; e
  • Relações dos festivais com as instituições, o público, os artistas e a imprensa.

 

No domingo, encerrando o DANÇA EM TRÂNSITO 2005, a programação incluiu apresentações curtas, que invadiram a Avenida Atlântica e o calçadão de Copacabana, enquanto o trânsito de automóveis foi interrompido. Flávia Tápias tomou conta da Praça do Lido, com a coreografia “Rede”. Já o Posto BR serviu de locação para “Asas Partidas”, da Ana Andréa arteContemporânea. Dando prosseguimento ao percurso, que foi acompanhado de perto pela maior concentração de público já registrada no evento, os grupos Kompanie Janet Rühl, Carlota Portella, Martin Inthamoussú, Frederico Paredes, DeAnima e Staccato Dança Contemporânea apresentaram seus trabalhos.

   
   
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