Construída sobre o Morro de Dona Marta, montanha de topografia rochosa mais íngreme da cidade, a favela Santa Marta, batizada assim pela presença da igreja católica construída no local, à época da Segunda Guerra Mundial, ocupa o total de 61.666m2, com 2.500 domicílios e uma população estimada em 10 mil moradores. A ocupação da área começou por volta de 1940, por famílias que vieram principalmente do norte fluminense e do sul de Minas Gerais. A partir do início da década de 60, como em todo Rio de Janeiro, deu-se um grande fluxo de nordestinos em direção ao morro. A migração cessou juntamente com os limites geográficos da favela.
Por seu relevo acidentado, becos apertados que formam um grande labirinto e, pelo menos, dois pontos de fuga, o morro é ponto estratégico para o crime organizado. Palco de ruidosos conflitos, na década de 80, entre quadrilhas rivais e a polícia, o Dona Marta sobreviveu. Nos últimos dez anos, a comunidade vem sofrendo visível processo de pacificação, graças às intensas atividades comunitárias voltadas para a evasão escolar e opções de lazer. E foi nesse contexto que o CICIT passou a cooperar com a comunidade através da mediação da PONSA (Pequena Obra de Nossa Senhora Auxiliadora), obra social voltada para a educação, com sede no coração da favela.
Fontes: Pesquisa de André Fernandes e Márcio Anhelli, publicada no site da Agência de Notícias da Favela (www.anf.org.br) |
|